A Incontinência Urinaria é um problema de saúde pública, definido pela perda involuntária de urina. Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia, no Brasil mais de 10 milhões de pessoas (entre homens e mulheres), de diferentes faixas etárias, sofrem com essa disfunção que é mais comum em mulheres e pode interferir nas atividades diárias e na qualidade de vida.
No idoso, um em cada três, tem sintomas de incontinência urinária. O problema é comum, mas muita gente tem vergonha de falar sobre ele, ou simplesmente acredita que ficar incontinente faz parte do processo de envelhecimento.
O dia Mundial da Incontinência Urinaria, é um dia muito importante para a conscientização sobre os sintomas e para lembrar que a incontinência pode ser tratada.
Primeiramente a pessoa deve procurar um profissional da saúde para ajudá-lo a identificar o tipo de incontinência urinária e nortear o melhor tratamento a ser realizado.
Os principais tipos de incontinência urinária são:
- INCONTIÊNCIA URINÁRIA DE ESFORÇO: a pessoa perde urina ao rir, tossir, espirrar, exercitar-se, subir escadas, levantar peso ou exercer alguma outra forma de pressão sobre o assoalho pélvico. Atinge especialmente mulheres em meia idade, por influência das alterações hormonais, sobrepeso/obesidade e fraqueza da musculatura do assoalho pélvico.
- INCONTINÊNCIA URINARIA DE URGÊNCIA: é uma vontade repentina de urinar, na qual muitas vezes não é possível chegar a tempo ao banheiro antes que haja o vazamento de urina. Isso pode acontecer mesmo quando há pouca quantidade de urina na bexiga e uma das maiores causas é a Síndrome da Bexiga Hiperativa. É o principal tipo que acomete idosos.
- INCONTINÊNCIA URINARIA MISTA: quando há características de mais de um tipo de incontinência.
O tratamento varia de acordo com o tipo, a causa e a gravidade, podendo muitas vezes haver uma combinação de abordagens interdisciplinares com o médico e fisioterapeuta. Pode ser apenas comportamental (orientações e mudanças na rotina), ou usar de recursos da fisioterapia pélvica, medicamentos e cirurgias, em casos mais graves.
Estudos demonstram que a fisioterapia pélvica pode melhorar a condição do paciente com incontinência urinária em até 80% dos casos ou até levar à cura. Mundialmente é reconhecida como PADRÃO OURO E PRIMEIRA OPÇÃO DE TRATAMENTO para a maioria dos casos. Os recursos utilizados vão desde a cinesioterapia com os conhecidos exercícios de Kegel e cones vaginais, eletroterapia e neuromodulação, até técnicas mais modernas de tratamento, como o biofeedback de pressão ou eletromiográfico, radiofrequência, game terapia e realidade virtual.
Atente-se aos sintomas da incontinência urinária, sejam eles o aumento do número de idas ao banheiro, a dificuldade de segurar urina ou qualquer perda, independente do volume. Uma avaliação e intervenção precoce podem retardar a evolução do quadro e mitigar o impacto psicossocial do problema.
Autora:

Aline Francia – Fisioterapia Pélvica e Estética Intima
CREFITO 9 – 104787 – F
Pioneira no tratamento com Radiofrequência em Cuiabá